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	<title>Evaldo Novelini</title>
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	<description>Evaldo Novelini - Jornalismo, Política e Cultura.</description>
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		<title>Amor</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 21:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Novelini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alfarrábios]]></category>

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		<description><![CDATA[Com aquele linguajar peculiar, que em alguns aspectos se confunde com a língua portuguesa, o presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB), ocupa todos os domingos espaço nobre na primeira página do jornal O Estado do Maranhão, diário de propriedade de sua família.
Trata-se da Coluna do Sarney.
Na edição de hoje, que traz o singular título de &#8220;Gás [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Com aquele linguajar peculiar, que em alguns aspectos se confunde com a língua portuguesa, o presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB), ocupa todos os domingos espaço nobre na primeira página do jornal <em>O Estado do Maranhão</em>, diário de propriedade de sua família.</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se da Coluna do Sarney.</p>
<p style="text-align: justify;">Na edição de hoje, que traz o singular título de &#8220;Gás e galinha caipira&#8221;, o imortal escritor brasileiro, sexto ocupante da cadeira número 38 da Academia Brasileira de Letras (ABL), aproveita o espaço para tratar da recente <a href="http://noticias.r7.com/economia/noticias/eike-anuncia-meia-bolivia-de-gas-natural-no-maranhao-20100812.html">descoberta de uma reserva de gás</a>, do tamanho de meia Bolívia, no subsolo maranhense.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de revelar que chorou ao saber da novidade, anunciada na última quinta-feira pelo empresário Eike Batista, Sarney avoca para si os louros do achado:</p>
<p style="text-align: justify;">- Quando era presidente da República, mandei fazer pela geofísica da Petrobras o levantamento de todas as bacias sedimentares brasileiras. Descobrimos, então, a gigante Bacia do Maranhão, que vai do Delta do Parnaíba até a costa do Amapá. Para comprovar se as linhas sísmicas estavam certas, a Petrobras abriu um poço no nosso estado na mesma área onde agora encontraram uma reserva de gás natural com a potencialidade de mais da metade das reservas da Bolívia. Para confirmar minha fé, a atual descoberta está justamente a 200 metros de distância, [<em>essa vírgula é um bom exemplo, embora não ímpar neste texto, de que a língua utilizada por Sarney apenas se parece com a portuguesa, mas não é</em>] do antigo poço perfurado durante meu tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Note-se que uma diferença de apenas 200 metros, o que torna o fato ainda mais lamentável, foi a distância entre o fracasso de outrora e o sucesso do presente, mas Sarney tenta fazer crer que uma coisa não aconteceria sem a outra.</p>
<p style="text-align: justify;">Grosso modo, o senador se utiliza do mesmo expediente do deputado federal Paulo Maluf (PP), que tem se esforçado para convencer a opinião pública de que os investimentos na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulipetro">Paulipetro</a>, uma empresa que torrou R$ 4 bilhões na frustrada tentativa de prospectar petróleo em solo paulista nas décadas de 1960 e 1970, resultaram na descoberta das bacias do <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u443417.shtml">pré-sal</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o senador não se intimida e vai ainda mais longe. Utiliza o artigo para tentar comprovar que o seu esforço como político foi essencial para que uma empresa privada, com equipamentos e tecnologia próprios, descobrisse gás natural em subsolo maranhense.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seu delírio, o escritor Sarney continua:</p>
<p style="text-align: justify;">- Detenho uma parcela de liderança política no Maranhão há 56 anos, desde quando fui candidato a deputado federal com 24 anos de idade e toda minha vida, desde a mocidade, penso no Maranhão. Foi este amor que me trouxe aos meus 80 anos de hoje. No exercício dessa liderança, sempre renovada pelo voto popular, exerço os meus mandatos com determinação. Tenho a certeza de que fui um bom filho para o Maranhão. Como político, cheguei a presidente da República; como escritor, membro da Academia Brasileira de Letras.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato. Deve ser por causa deste amor incondicional ao Maranhão que Sarney decidiu ser candidato a senador pelo&#8230; Amapá.</p>
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		<title>O dia seguinte</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Aug 2010 14:41:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Novelini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alfarrábios]]></category>

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		<description><![CDATA[Quatro de agosto de 2010.
Estádio do Barradão, em Salvador, na Bahia.
O Santos perde por 2 a 1 dos anfitriões, o Vitória, mas mesmo assim fatura o título da Copa do Brasil.
No dia seguinte, duas belas capas de jornais estampam um resumo do confronto.
A Tribuna, de Santos, faz a festa:

Já o Correio, de Salvador, lamenta:

(Clique nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quatro de agosto de 2010.</p>
<p>Estádio do Barradão, em Salvador, na Bahia.</p>
<p>O Santos perde por 2 a 1 dos anfitriões, o Vitória, mas mesmo assim fatura o título da Copa do Brasil.</p>
<p>No dia seguinte, duas belas capas de jornais estampam um resumo do confronto.</p>
<p><em>A Tribuna</em>, de Santos, faz a festa:</p>
<p><a href="http://www.evaldonovelini.com.br/wp-content/uploads/2010/08/tribun_1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2024" title="tribun_1" src="http://www.evaldonovelini.com.br/wp-content/uploads/2010/08/tribun_1-170x300.jpg" alt="tribun_1" width="170" height="300" /></a></p>
<p>Já o <em>Correio</em>, de Salvador, lamenta:</p>
<p><a href="http://www.evaldonovelini.com.br/wp-content/uploads/2010/08/correio.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2023" title="correio" src="http://www.evaldonovelini.com.br/wp-content/uploads/2010/08/correio-211x300.jpg" alt="correio" width="211" height="300" /></a></p>
<p>(Clique nas imagens para vê-las maior)</p>
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		<title>Ataque ou direito?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 00:46:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Novelini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alfarrábios]]></category>

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		<description><![CDATA[- Faltando ainda 20 dias para o início do horário eleitoral gratuito, os principais candidatos à Presidência priorizam o ataque direto, e não as propostas.
É o que vai pela capa da edição de hoje de O Globo.
Intrigado, mergulho na leitura das páginas internas para ver o que o jornalão fluminense entende por ataque.
O Houaiss aqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">- Faltando ainda 20 dias para o início do horário eleitoral gratuito, os principais candidatos à Presidência priorizam o ataque direto, e não as propostas.</p>
<p style="text-align: justify;">É o que vai pela capa da edição de hoje de <em>O Globo</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Intrigado, mergulho na leitura das páginas internas para ver o que o jornalão fluminense entende por ataque.</p>
<p style="text-align: justify;">O <em>Houaiss</em> aqui ao lado me ajuda na tarefa: &#8221;Substantivo masculino. 1: Ação de causar dano moral a alguém; ofensa, injúria&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Na página 4, a repórter Letícia Lins dá voz à Dilma Rousseff, candidata do PT à presidência, não sem antes lembrar que ela &#8220;chegou a exagerar&#8221;. Leiamos o que a petista entende por ataque:</p>
<p style="text-align: justify;">- Por todo o retrospecto da vida democrática do país, este é um dos momentos dos mais desqualificadores em toda a História das campanhas eleitorais depois da democratização do país. São acusações completamente infundadas, inconsequentes e irresponsáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Dilma queixa-se, não é preciso ser muito inteligente para descobrir, dos últimos ataques de que foi vítima.</p>
<p style="text-align: justify;">Relembremos dois. Em 5 de abril de 2009, a <em>Folha de S. Paulo</em>, jornal de maior circulação no Brasil, publica no alto da primeira página, como sendo autêntica, uma ficha falsa apontando Dilma como terrorista e assaltante de banco. A repercussão é imediata. Baseado na reportagem, um jornal diário de Mogi das Cruzes (SP) chegou a recomendar em editorial que seus eleitores evitassem votar na petista: &#8220;Para a Presidência da República, no entanto, convenhamos, assaltante de banco e sequestradora não é uma opção segura.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Um outro é mais recente. Indio da Costa, candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo tucano José Serra (PSDB), nome preferido do baronato da mídia tupiniquim para suceder Luiz Inácio Lula da Silva, acusa o PT de estar ligado ao narcoterrorismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas <em>O Globo</em>, relembremos, julga que Dilma exagera. Por quê? Segundo a repórter Letícia Lins porque ela se esqueceu do que o próprio PT fez em 2006, quando alguns de seus membros foram &#8220;flagrados com malas de dinheiro para comprar um dossiê falso&#8221;. Tanto dinheiro, que eram necessárias malas para acondicioná-lo, em troca de informações mentirosas? Sei. Tudo muito lógico.</p>
<p style="text-align: justify;">O que chama mais atenção, no entanto, é o segundo motivo empregado pela jornalista do jornalão fluminense para afirmar que Dilma exagera: &#8220;[Ela se esquece] até da campanha de 1989, quando o então candidato Fernando Collor mostrou na TV uma ex-namorada do presidente Lula acusando-o de ter tentado obrigá-la a fazer aborto&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Então esse é um bom exemplo &#8211; reparem na ênfase do texto: até &#8211; do que <em>O Globo</em> entende por &#8220;pior embate eleitoral da História do país&#8221;?</p>
<p style="text-align: justify;">Muito bom. Deveria então começar a pedir desculpas, pois o grupo de mídia que o controla foi exatamente o maior divulgador do episódio que hoje condena. Explorou-o à exaustão em sua rede de tevês e de rádios e nos seus jornais.</p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo <em>O Globo</em>, aliás, chegou a publicar um famoso editorial, intitulado &#8220;O direito de saber&#8221;, na quinta-feira, 17 de dezembro de 1989, três dias antes do segundo turno das eleições.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale reproduzi-lo na íntegra:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">O povo brasileiro não está acostumado a ver desnudar-se a seus olhos a vida particular dos homens públicos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">O povo brasileiro também não está acostumado à prática da Democracia.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">A prática da Democracia recomenda que o povo saiba tudo o que for possível saber sobre seus homens públicos, para poder julgar melhor na hora de elegê-los.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">Nos Estados Unidos, por exemplo, com freqüência homens públicos vêem truncada a carreira pela revelação de fatos desabonadores do seu comportamento privado. Não raro, a simples divulgação de tais fatos os dissuade de continuarem a pleitear a preferência do eleitor. Um nebuloso acidente de carro em que morreu uma secretária que o acompanhava barrou, provavelmente para sempre, a brilhante caminhada do senador Ted Kennedy para a Casa Branca – para lembrar apenas o mais escandaloso desses tropeços. Coisa parecida aconteceu com o senador Gary Hart; por divulgar-se uma relação que comprometia o seu casamento, ele nem sequer pôde apresentar-se à Convenção do Partido Democrata, na última eleição americana.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">Na presente campanha, ninguém negará que, em todo o seu desenrolar, houve uma obsessiva preocupação dos responsáveis pelo programa do horário eleitoral gratuito da Frente Brasil Popular de esquadrinhar o passado do candidato Fernando Collor de Mello. Não apenas a sua atividade anterior em cargos públicos, mas sua infância e adolescência, suas relações de família, seus casamentos, suas amizades. Presume-se que tenham divulgado tudo de que dispunham a respeito.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">O adversário vinha agindo de modo diferente. A estratégia dos propagandistas de Collor não incluía a intromissão no passado de Luís Inácio Lula da Silva nem como líder sindical nem muito menos remontou aos seus tempos de operário-torneiro, tão insistentemente lembrados pelo candidato do PT.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">Até que anteontem à noite surgiu nas telas, no horário do PRN, a figura da ex-mulher de Lula, Miriam Cordeiro, acusando o candidato de ter tentado induzi-la a abortar uma  criança filha de ambos, para isso oferecendo-lhe dinheiro, e também de alimentar preconceitos contra a raça negra.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">A primeira reação do público terá sido de choque, a segunda é a discussão do direito de trazer-se a público o que, quase por toda parte, se classificava imediatamente de ‘baixaria’.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">É chocante mesmo, lamentável que o confronto desça a esse nível, mas nem por isso deve-se deixar de perguntar se é verdadeiro. E se for verdadeiro, cabe indagar se o eleitor deve ou não receber um testemunho que concorre para aprofundar o seu conhecimento sobre aquela personalidade que lhe pede o voto para eleger-se Presidente da República, o mais alto posto da Nação.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">É de esperar que o debate desta noite não se macule por excessos no confronto democrático, e que se concentre na discussão dos problemas nacionais.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">Mas a acusação está no ar. Houve distorção? Ou aconteceu tal como narra a personagem apresentada no vídeo? Não cabe submeter o caso a inquérito. A sensibilidade do eleitor poderá ajudá-lo a discernir onde está a verdade – e se ela deve influenciar-lhe o voto, domingo próximo, quando estiver consultando apenas a sua consciência.</span></p>
<p style="text-align: center;">*****</p>
<p style="text-align: justify;">É bom saber que, embora com 21 anos de atraso, <em>O Globo</em> corrigiu sua rota e reconsiderou sua avaliação sobre episódio tão grotesco.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é preciso avisar aos seus leitores, com a clareza que o assunto merece, que passou a julgar como um ataque o que antes avaliava como sendo um direito.</p>
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		<title>TV do Trabalhador</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 18:06:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Novelini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alfarrábios]]></category>

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		<description><![CDATA[Vem aí a TV do Trabalhador.
Com estúdio e torre instalados em Mogi das Cruzes (SP), o canal de televisão da Fundação Sociedade Comunicação, Cultura e Trabalho, entidade ligada à Central Única dos Trabalhadores, entrará no ar no próximo dia 6 de agosto.
Sintonizada com antena UHF, no canal 46, a emissora terá sua programação voltada para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Vem aí a TV do Trabalhador.</p>
<p style="text-align: justify;">Com estúdio e torre instalados em Mogi das Cruzes (SP), o canal de televisão da Fundação Sociedade Comunicação, Cultura e Trabalho, entidade ligada à Central Única dos Trabalhadores, entrará no ar no próximo dia 6 de agosto.</p>
<p style="text-align: justify;">Sintonizada com antena UHF, no canal 46, a emissora terá sua programação voltada para educação, cultura, informação e recreação. Detalhes do conteúdo serão apresentados nesta segunda-feira, a partir das 9 horas, em evento na Subsede da CUT em Mogi das Cruzes, no Jardim Santista.</p>
<p style="text-align: justify;">“Será um momento especial para apresentarmos aos trabalhadores a sua própria emissora de televisão”, disse a coordenadora regional da Central em Mogi, Kátia Aparecida Santos. O presidente da CUT em São Paulo, Adi dos Santos Lima, deve estar presente para explicar como funcionará a tevê, que poderá ser sintonizada no canal 46, e a sua abrangência.</p>
<p style="text-align: justify;">A entidade tinha reservado, em outubro de 2007, R$ 15 milhões para investir na compra de equipamentos e na contratação de funcionários para a emissora.</p>
<p style="text-align: justify;">A CUT tentava conseguir uma concessão do governo federal para operar um canal de televisão desde 1987. A batalha só terminou em 13 de maio do ano passado, quando o Diário Oficial da União publicou decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa.</p>
<p style="text-align: justify;">O documento outorgava o canal de tevê, de caráter educativo, à Fundação Sociedade Comunicação Cultura e Trabalho, entidade que tem como instituidor e mantenedor o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ligado à CUT e com sede em São Bernardo.</p>
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		<title>Obituário</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 03:46:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Novelini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Jornal do Brasil
 (9/4/1891-31/8/2010)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.evaldonovelini.com.br/wp-content/uploads/2010/07/jb3.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1995" title="jb" src="http://www.evaldonovelini.com.br/wp-content/uploads/2010/07/jb3-598x1024.jpg" alt="jb" width="598" height="1024" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Jornal do Brasil</p>
<p style="text-align: center;"> (9/4/1891-31/8/2010)</p>
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		<title>Jornal do Brasil</title>
		<link>http://www.evaldonovelini.com.br/?p=1976</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 03:37:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Novelini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alfarrábios]]></category>

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		<description><![CDATA[Urupê.
Segundo as enciclopédias, um cogumelo parasita que se consorcia com árvores em estado terminal, sugando o que lhes resta de seiva até que tenham virado pó. Também conhecido como orelha-de-pau ou pironga.
O grande escritor paulista José Bento Renato Monteiro Lobato (1882-1948) foi muito feliz ao empregar o substantivo como metáfora.
Utilizou-o para definir o caboclo, para o autor, símbolo do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Urupê.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo as enciclopédias, um cogumelo parasita que se consorcia com árvores em estado terminal, sugando o que lhes resta de seiva até que tenham virado pó. Também conhecido como orelha-de-pau ou pironga.</p>
<p style="text-align: justify;">O grande escritor paulista José Bento Renato Monteiro Lobato (1882-1948) foi muito feliz ao empregar o substantivo como metáfora.</p>
<p style="text-align: justify;">Utilizou-o para definir o caboclo, para o autor, símbolo do menor esforço, sempre a se beneficiar do que a terra dispõe para a sua sobrevivência sem nunca dar-lhe uma contrapartida.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis Lobato definindo-o na figura do Jeca Tatu, um de seus personagens mais conhecidos, em famoso ensaio datado de 1918: &#8220;Bem ponderado, a causa principal da lombeira do caboclo reside nas benemerências sem conta da mandioca. Talvez que sem ela se pusesse de pé e andasse. Mas enquanto dispuser de um pão cujo preparo se resume no plantar, colher e lançar sobre brasas, Jeca não mudará de vida&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrei-me de <em>Urupês</em>, que este é o título do texto de Lobato, ao tomar conhecimento das intenções do empresário Nelson Tanure de fechar o centenário <em>Jornal do Brasil</em>, diário fluminense que circula ininterruptamente desde 1891.</p>
<p style="text-align: justify;">O jornal seria deficitário, segundo justifica o patrão.</p>
<p style="text-align: justify;">Nenhuma novidade. A dívida do <em>JB</em> é histórica. Em janeiro de 2001, quando Tanure arrendou a marca da família Nascimento Brito, batia na casa dos R$ 750 milhões &#8211; que ele inteligentemente deixou para trás ao constituir uma nova empresa para editar o jornal.</p>
<p style="text-align: justify;">Em nove anos, a credibilidade do <em>Jornal do Brasil</em> foi dilapidada. Gerido apenas como mais um negócio, destinado a dar dinheiro a qualquer custo, perdeu importância e leitores.</p>
<p style="text-align: justify;">Um episódio simbólico ocorrido em 24 de setembro de 2004 já demonstrava, para quem tinha olhos de ver, que o velho e combativo <em>JB</em>  estava condenado. Nesta data, com o título &#8220;<a href="http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/brasil/2004/09/23/jorbra20040923004.html">Miro denuncia propina no Congresso</a>&#8220;, o jornal noticia com exclusividade o mensalão, escândalo político segundo o qual o governo Lula pagava uma mesada a deputados da base aliada para aprovarem seus projetos. Mas, diferentemente do que ocorreria dali a um ano, quando o assunto seria <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0606200502.htm">manchete</a> da <em>Folha de S. Paulo</em>, não houve reação alguma.</p>
<p style="text-align: justify;">Atolado em dívidas, estimadas em R$ 100 milhões, e com circulação caindo a 20 mil exemplares diários, o neófito empresário, incapaz de entender o valor de uma marca como o JB para a história da imprensa nacional, opta pela saída mais fácil: acabar com o jornal.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal qual o caboclo de Lobato, inábil para trabalhar a natureza que poderia lhe garantir vida mais longa e estável, Tanure prefere sucumbir aos percalços tão logo a seiva que lhe mantém agarrado ao negócio começa a dar sinais de esgotamento.</p>
<p style="text-align: justify;">O <em>JB</em> não é a primeira de suas vítimas. No ano passado, fez o mesmo com a paulista <em>Gazeta Mercantil</em>, diário econômico e político com tanta credibilidade que presidentes faziam questão de ser fotografados com a edição do dia para transparecer que estavam bem informados sobre o que ia no país e o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">O melancólico fim do <em>Jornal do Brasil</em> não significa tão-somente uma opção de leitura a menos nas bancas do país. Com ele, extingue-se também um importante elemento regulador da imprensa no Rio de Janeiro, que passará a ser dominada completamente pelos veículos do grupo Globo.</p>
<p style="text-align: justify;">É algo terrível e temível.</p>
<p style="text-align: justify;">Para se ter uma ideia do que isso significa, é preciso relembrar o sinistro episódio relatado no livro <em>Plim-Plim, a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral</em> (Conrad, 230 páginas, 2005), escrito pelos jornalistas Paulo Henrique Amorim e Maria Helena Passos.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro conta a história das eleições para o governo do estado do Rio de Janeiro de 1982, disputada palmo a palmo pelos candidatos Leonel Brizola e Wellington Moreira Franco.</p>
<p style="text-align: justify;">Brizola era inimigo declarado da Globo, que contratou uma empresa privada, a Proconsult, para fazer uma apuração dos votos paralela à da justiça eleitoral.</p>
<p style="text-align: justify;">Ressalte-se que, à época, o voto ainda era manual e a apuração levava dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto Brizola vencia na contagem oficial, o candidato da Globo, Moreira Franco, liderava a da Proconsult. Os veículos globais, evidentemente, só noticiavam o resultado que lhes interessava.</p>
<p style="text-align: justify;">O golpe branco só não se configurou justamente porque, segundo relatam Amorim e Maria Helena no livro, o jornal e a rádio <em>Jornal do Brasil</em> denunciaram a falcatrua em alto e bom som e alertaram autoridades e a opinião pública nacionais.</p>
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		<title>Maktub</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 15:32:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Novelini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alfarrábios]]></category>

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		<description><![CDATA[Sob o título &#8220;Estava escrito&#8221;, Mauricio Dias escreve em sua Rosa dos Ventos, seção imperdível da semanal CartaCapital:
- Afirmação editorial da revista Veja, edição nº 1999, de março de 2007: Os primeiros 60 dias do governo Arruda no DF são um furacão de eficiência. Se continuar assim, ele fará uma revolução.
E, fez.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sob o título &#8220;Estava escrito&#8221;, Mauricio Dias escreve em sua Rosa dos Ventos, seção imperdível da semanal<em> CartaCapital</em>:</p>
<p style="text-align: justify;">- Afirmação editorial da revista <em>Veja</em>, edição nº 1999, de março de 2007: Os primeiros 60 dias do governo Arruda no DF são um furacão de eficiência. Se continuar assim, ele fará uma revolução.</p>
<p style="text-align: justify;">E, fez.</p>
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		<title>Apreço pelo debate de ideias</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 02:12:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Novelini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alfarrábios]]></category>

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		<description><![CDATA[Vou pela edição de hoje de O Globo.
Na coluna de Ancelmo Gois, uma de minhas preferidas, trombo com a nota escondida sob instigante título, &#8220;É pena&#8221;.
Leio: &#8220;Ao recusar convite do programa de Miriam Leitão na GloboNews, Dilma Rousseff mostrou pouco apreço pelo debate de ideias.&#8221;
Reflito. Busco pela memória fato semelhante ocorrido no já longínquo ano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Vou pela edição de hoje de <em>O Globo</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Na coluna de Ancelmo Gois, uma de minhas preferidas, trombo com a nota escondida sob instigante título, &#8220;É pena&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Leio: &#8220;Ao recusar convite do programa de Miriam Leitão na GloboNews, Dilma Rousseff mostrou pouco apreço pelo debate de ideias.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Reflito. Busco pela memória <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=550IPB009">fato</a> semelhante ocorrido no já longínquo ano de 2009.</p>
<p style="text-align: justify;">Resolvo interpelar, <a href="http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2010/07/01/a-coluna-de-hoje-304708.asp">via blog</a>, o autor da nota.</p>
<p style="text-align: justify;">São 17h06 e escrevo:</p>
<p style="text-align: justify;">- Caro Ancelmo, gostei muito da nota &#8220;É pena&#8221;. Utilizando a sua lógica, gostaria de fazer-lhe uma pergunta: ao liderar a saída de seis das oito entidades empresariais que participavam da comissão organizadora da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, no final do ano passado, o diretor de Relações Institucionais das Organizações Globo, Evandro Guimarães, também demonstrou &#8220;pouco apreço pelo debate de ideias&#8221;? Ou uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa?</p>
<p style="text-align: justify;">O relógio aqui do computador marca exatas 23 horas. Ancelmo Gois ainda me deve uma resposta. Já posso inferir que o homem mostra pouco apreço pelo debate de ideias?</p>
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		<title>José Saramago</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 14:16:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Novelini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alfarrábios]]></category>

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		<description><![CDATA[Tristeza.
Morreu hoje o escritor português José Saramago.
Tinha 87 anos.
A perda só não é maior porque fica a obra, o legado de um dos grandes nomes da escrita universal. O único escritor em língua portuguesa a ganhar um prêmio Nobel de literatura, em 1988.
Dois anos atrás, Saramago concedeu uma entrevista brilhante.
Aos 85 anos, conversou com os jornalistas Ana Cristina [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Tristeza.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.publico.clix.pt/Cultura/morreu-jose-saramago_1442478">Morreu</a> hoje o escritor português José Saramago.</p>
<p style="text-align: justify;">Tinha 87 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">A perda só não é maior porque fica a obra, o legado de um dos grandes nomes da escrita universal. O único escritor em língua portuguesa a ganhar um prêmio Nobel de literatura, em 1988.</p>
<p>Dois anos atrás, Saramago concedeu uma entrevista brilhante.</p>
<p>Aos 85 anos, conversou com os jornalistas Ana Cristina Câmara e Vladimiro Nunes, da revista cultural<em> Tabu</em>, um suplemento do jornal <em>Sol</em>, que circula em Portugal.</p>
<p>Em conversa com o editor da publicação, Vítor Rainho, <strong>Alfarrábios</strong> obteve autorização, por escrito, a republicar a conversa, que levava um título singelo:</p>
<p>- “Sou um sentimental”.</p>
<p>Eis um momento oportuno para reler a entrevista, aqui publicada em cinco partes.</p>
<p><a href="http://www.evaldonovelini.com.br/?p=551">Primeira parte</a>: &#8220;De fato, a eternidade não existe. Nem sequer a da obra que fica. Nada é eterno. Basta pensar que, um dia, o nosso planeta desaparecerá e não ficará nada&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.evaldonovelini.com.br/?p=559">Segunda parte</a>: &#8220;Sou um escritor algo atípico. Só escrevo porque tenho idéias. Sentar-me a pensar que tenho que inventar uma história para escrever um livro nunca me aconteceu e nunca me acontecerá&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.evaldonovelini.com.br/?p=557">Terceira parte</a>: &#8220;O ponto final e a vírgula, eu não lhes chamo pontuação. Chamo-lhes sinais de pausa. Tudo aquilo que escrevemos, que dizemos, é feito com os mesmos materiais. Sons e pausas. Depois vieram mudanças mais recentes, como a rejeição da maiúscula, que começou com a rejeição do itálico. Ao dizer o nome de um cão, de um barco ou de um livro, quem é que nota se está a ser dito em itálico ou em redondo? Então vamos acabar com essa história de itálico. Ainda por cima desfeia a página. Mas depois isto pode chegar a extremos. Ultimamente, não me apetece escrever os nomes com letra grande, ainda por cima o de pessoas ilustres, gênios&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.evaldonovelini.com.br/?p=561">Quarta parte</a>: &#8220;[Ao ganhar o Nobel], era aplaudido por pessoas que nem ler sabiam, mas que tinham sentido o que eu chamei, na altura, crescer três centímetros.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.evaldonovelini.com.br/?p=563">Quinta parte</a>: &#8220;O que falta em Portugal é exatamente isso – sentido crítico. Já nem somos capazes de balir. Méééééé! Nem sequer isso. Achamos que a crítica, a autocrítica, a contracrítica é coisa deles, dos políticos, dos jornalistas.&#8221;</p>
<p>Descanse em paz, mestre. Será difícil conviver com a certeza de que não seremos mais surpreendidos com um livro novo seu.</p>
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		<title>Siameses</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 23:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Novelini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alfarrábios]]></category>

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		<description><![CDATA[Notícia é o inusitado.
Se um cachorro morde um homem, ensinam os professores nas escolas de comunicação, a história não se sustenta nas páginas de um jornal.
Mas se o inverso acontece, o relato do homem mordendo o cão deve necessariamente estar nos matutinos do dia seguinte.
Lembrei-me das lições dos mestres ao ler a seção de cartas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Notícia é o inusitado.</p>
<p style="text-align: justify;">Se um cachorro morde um homem, ensinam os professores nas escolas de comunicação, a história não se sustenta nas páginas de um jornal.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas se o inverso acontece, o relato do homem mordendo o cão deve necessariamente estar nos matutinos do dia seguinte.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrei-me das lições dos mestres ao ler a seção de cartas de leitores da <em>Folha de S. Paulo</em> desta quarta-feira e deparar-me com a seguinte <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0906201009.htm">epístola</a>:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Fernando de Barros e Silva, na coluna &#8216;<a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0806201003.htm">Verde água</a>&#8216; (Opinião, ontem), diz que &#8216;Sérgio Cabral surfa tranquilo, com o apoio de Lula e a simpatia da Rede Globo&#8217;. Como o colunista não acompanha o jornalismo local da TV Globo no Rio, acredito que a afirmação seja fruto de falta de conhecimento ou de preconceito. A TV Globo do Rio cobre o governo Cabral da mesma forma que a <em>Folha</em> cobriu o governo Serra e outros. Assim como a <em>Folha</em>, a TV Globo é apartidária e busca a isenção em todas as suas coberturas.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Assinava a missiva Ali Ahmad Kamel Ali Harfouche, &#8220;diretor da Central Globo de Jornalismo&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele mesmo. O revolucionário autor das teorias do jornalismo <a href="http://www.evaldonovelini.com.br/?p=389">testador de hipóteses </a>e da que o <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1621498&amp;sid=2017418591267551493179718&amp;k5=145EA2D1&amp;uid=">Brasil não é um país racista</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Como até hoje nunca havia concordado com nada do que Ali Kamel escrevera e agora estava inteiramente de acordo com a opinião dele, especialmente com a comparação entre o apartidarismo da <em>Folha</em> e a da Globo, não tive dúvidas: estava diante de uma notícia.</p>
<p style="text-align: justify;">E resolvi tratar dela aqui.</p>
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